Membro de uma família com tradição na medicina, quando chegou a hora de escolher a sua carreira profissional, sua vocação, desde pequeno, para a vida no campo, levou-o a optar pelo curso de Agronomia. Deixou a faculdade para morar em um sitio em Friburgo, e por em prática os conceitos de um novo modelo de produção agrícola - a agroecologia. Lá, começou a produzir, trabalhando na terra e levando sua produção para vender na feira da cidade.
Em 1980, uniu-se ao movimento de consumidores no Rio de Janeiro para formar uma cooperativa de consumo e produção de alimentos naturais: a Coonatura.
Este movimento, além das propostas de consumo e produção de alimentos, incluía, também, a militância ecológica, que nascia no Brasil.
Nas décadas de 80 e 90, ajudou a organizar e participou de diversas manifestações ecológicas. Crescia a preocupação com o meio ambiente e junto crescia o numero de pessoas preocupadas com a qualidade de vida. Como não havia produção de alimentos orgânicos para atender à nova demanda, Paulo arrendou um sítio no Brejal para iniciar a produção agroecológica.
Enquanto produzia, Paulo fazia um trabalho de conscientização dos agricultores da região, ensinando-lhes as técnicas da produção ecológica e abrindo-lhes as portas para a comercialização de seus produtos. Surgia, assim, o que se tornaria o maior Polo de produção orgânica do Estado do RJ.
Morando na comunidade e atuando socialmente, Paulo casou-se com Matilde filha de tradicional família do Brejal e, juntos, tiveram três filhos: Felipe, Marcela e Luisa.
Em seguida, participou da formação da Associação dos Produtores Rurais do Brejal. Sempre atuante, lutou junto com a comunidade pela construção do primeiro posto médico do Brejal. Esteve à frente das mobilizações para recuperação das estradas vicinais, dos eventos culturais e colaborou com todas as questões importantes para o desenvolvimento da região.
Com o encerramento da Coonatura, para que o empreendimento pioneiro de produção orgânica do Brejal não acabasse, Paulo criou a Biohortas assumindo, com os agricultores, o trabalho de comercialização dos produtos no RJ, que é mantido até hoje.
Participou da criação da Associação de Produtores Orgânicos do Vale do Rio Preto e da fundação da Associação de Produtores Orgânicos de Petrópolis.
Escreveu e coordenou o primeiro Projeto de Aquisição de Alimentos – PAA, do Governo Federal, para produtos orgânicos no Estado.
Atuando no Sindicato Rural de Petrópolis em parceria com as nove Associações de Produtores do município, também coordenou a criação do projeto “Venda direta”, que estabeleceu um canal de comercialização entre o produtor e o consumidor petropolitano, trazendo benefícios para ambos.
Pela APHERJ – Associação dos Produtores Hortifrutigranjeiros do RJ-seção Petrópolis -, escreveu e coordenou um novo Projeto de Aquisição de Alimentos que beneficiou xx entidades assistenciais de Petrópolis garantindo o escoamento da produção e evitando as recorrentes perdas nos períodos de safra.
Também pela APHERJ, coordenou a implantação do projeto “Merenda Escolar”, em Petrópolis, que garantiu aos produtores o acesso ao mercado institucional e, aos alunos da rede municipal de ensino, o acesso a produtos frescos e de qualidade.
Estes projetos e a mobilização da classe rural levaram à revitalização do COMPAF – Conselho Municipal de Política Agrícola e Fundiária e ao aumento dos valores no orçamento municipal para o FUNDAGRO, através de propostas apresentadas pelas organizações sociais dos produtores.
Com mais recursos e mais organização, amadureceram as parcerias com as entidades do setor como EMATER e Secretaria Municipal de Agricultura, que possibilitaram diversas ações como viagens de capacitação técnica à Holambra - SP, o Programa Solo Correto, a distribuição de mudas de árvores frutíferas, entre outras.
O mais recente avanço nestas parcerias foi a aquisição da patrulha agrícola - tratores e caminhão - financiada pelo Ministério de Desenvolvimento Agrário e pela Prefeitura de Petrópolis. Essa patrulha realizará serviços exclusivamente nas áreas rurais, com o acompanhamento e controle das Associações de Produtores e do COMPAF.
Em 2010, foi indicado pela APHERJ – seção Petrópolis -, para compor o CAE -Conselho Municipal da Alimentação Escolar. Pelo Sindicato Rural, foi indicado para o CONSEA, Conselho Municipal de Segurança Alimentar.




Quero saber como você pretende intervir na aréa de transporte sendo que ela simplesmente é uma empresa privada?
ResponderExcluirQuero saber também onde vai ser implantando o MERCADO ATACADISTA PARA O AGRICULTOR DE PETRÓPOLIS?
De que maneira você pretende apoiar o desenvolvimento das fazendas de recuperação aos viciados em álcool e drogas e também quero saber se as fazendas que são existentes com o programa de tratamento para viciados esta ciente de sua proposta e qual proposta foi feita a eles para ajudas do município?
Como todas as escolas publicas receberam alimentos frescos todos os dias?, pois você sabe que acarretará em um grande custo que poderá ser investido em outras coisas...
Por que em seu folheto de proposta de campanha não é citado a SAÚDE?
Para melhorar o transporte é preciso muito mais do que a ação de um vereador, mas como é uma concessão pública, é possível e necessário fazer a fiscalização do serviço prestado. Pontualidade das linhas, numero de ônibus circulando, principalmente nos horários de pico. E isto pode ser cobrado também pela sociedade civil através do Conselho Municipal de Transito.
ResponderExcluirO mercado atacadista está pensado para um terreno na BR 040.
Há muito dinheiro no orçamento municipal mal utilizado. Penso em defender no orçamento convênios com estas entidades que já prestam estes serviços e precisam, muitas vezes, de um pequeno apoio para melhorar o serviço. Podemos fazer parcerias com o SENAR para implementar cursos profissionalizantes nestas unidades. Conheço no Brejal o trabalho do Padre Quinha, no tratamento de dependentes químicos e foi neste trabalho que me inspirei, mas não tive contato nem recebi pedido de nenhuma entidade neste sentido.
As escolas já recebem produtos frescos todos os dias, através da APHERJ, atendendo a lei federal que determina que ao menos 30% da merenda escolar seja adquirida dos agricultores familiares. Com a experiência adquirida, penso apenas em aumentar o volume. O custo é compartilhado pela Prefeitura e pelo FNDE e posso dizer, como membro do CAE (Conselho de Alimentação Escolar) que não falta dinheiro para a merenda.
Sobre o folheto, se está se referindo ao impresso, é porque esta primeira edição, concentramos mais nas propostas para agricultura. Numa próxima edição, publicaremos as propostas que estão aqui no Blog, onde a saúde é o primeiro bloco tratado.
Que bom se todos os eleitores fizessem como você ! Grato
Oi Paulo,
ResponderExcluirSeu blog está muito legal, bem estruturado e muito bem escrito.
O que mais me impressionou é que sua candidatura tem propostas amadurecidas e que consideram a cidade como um todo. Isto demonstra que você está pronto para assumir a vereança e, com certeza, tem muito a contribuir para melhorar a qualidade de vida de Petrópolis.
Todo o sucesso pra vc!
bjs
Bia
Obrigado Bia..tem sido uma boa caminhada
ResponderExcluirPaulo, tenho certeza que o comprometimento e o exercício da inteireza que eu observei sendo sua colega de trabalho estará presente também num mandato. Teu blog e as propostas nele nos inspiraram em conteúdo para um diálogo que aconteceu domingo aqui na Ecovila Moarandu, com um dos candidatos a Prefeito da nossa cidade.
ResponderExcluirUm abraço fraterno
Simone e Marcio
Ecovila Aldeia Moarandu
Nazaré Paulista/SP